quinta-feira, 7 de abril de 2011

Eu, mãe?

Desde que comecei um relacionamento verdadeiramente sério, eu sempre pensei em ter filhos. Sempre imaginei que eu seria uma mãe chique, com um carrinho de bebê lindo e moderno, e claro, eu usaria scarpins lindíssimos e teria um corte de cabelo ultra moderno. Óbvio, que além disso, eu seria um poço de experiência e sabedoria, e conheceria mil e uma maneiras de se educar uma criança (não preciso mencionar que essa sabedoria seria advinda de leituras a respeito do assunto e muitas conversas com a minha mãe). Enfim, como deixei transparecer no último post, estou grávida.

Acho desnecessário dizer que eu nao sou chique, nao tenho dinheiro para comprar um carrinho de bebê lindo e moderno e não gosto muito de scarpins. A única coisa que tenho de fato é um corte de cabelo ultra moderno. E só. Porque nem convém mencionar que passo longe de dominar técnicas de como se educar uma criança, e o meu nível de sabedoria a respeito desse assunto é zero.

Mas o que me chamou a atenção é que a gente não sabe quando realmente se torna mãe. Sim, desde o dia em que descobri minha gravidez tenho tentado me acostumar com a ideia de que minha vida como eu conheço está para mudar (na verdade, já mudou contando que eu não consigo mais dormir à noite, passo o dia com sono e a sensação de enjoo não vai embora nunca). E juro, que acima de tudo tenho tentado com toda a força do meu ser, não desesperar. Porque é uma nova vida. Um serzinho que a princípio dependerá de mim para tudo, e eu serei um exemplo para ele/ela.

É. Essa parte do exemplo realmente assusta. Mas não é isso que eu quero dizer. O que eu quero dizer é: que tipo de mãe eu serei? Que tipo de filho o meu filho vai ser? A que tipo de coisas e acontecimentos ele estará sujeito?

Eu sei, eu sei. Essas são questões que só ao tempo cabe responder. O que me chocou é que hoje, ao acompanhar pela televisão a tragédia naquela escola no Rio, me dei conta de que me senti solidária àquelas mães. Chorei junto com elas. E mais que isso: eu me coloquei no lugar delas. E se fosse o meu filho lá? Perdi a conta de quantas vezes me fiz essa pergunta hoje. Não consigo conceber a ideia de mandar meu filho para uma escola (uma instituição particularmente cara para mim, já que sou futura professora), um local onde ele vai aprender muitas coisas, um lugar seguro mesmo, e pensar que ele pode sair de lá ferido, traumatizado ou mesmo morto.

Se fosse em outros tempos, eu olharia também para o lado do assassino. Tentaria, antes de julgá-lo, entender (talvez não aceitar, mas entender) as suas razões e a sua história. Para minha surpresa, eu entendi que não importa se você possui um carrinho de bebê caro e chique, ou se você tem uma conta bancária gorda. O que importa de verdade é se o seu filho está bem, nesta ou em qualquer outra circustância.

Muita gente diz que quando a mulher fica grávida, ela se transforma. Erroneamente, até ontem eu afirmei que essa ideia não correspondia à verdade. Mas hoje eu venho aqui afirmar que, graças a este triste fato no Rio, eu me tornei mãe de verdade, porque me coloquei no lugar daquelas mães, que considero de agora em diante, verdadeiras heroínas. Porque são elas que vão tentar confortar seus filhos, fazê-los entender tudo o que aconteceu, mesmo que elas mesmas não tenham entendido direito. São elas que vão segurar as pontas e tocar o barco, por pior que isso possa parecer neste momento.

Para concluir, quero dizer novamente, que a gente nunca sabe em que momento se tornará mãe mesmo. Para mim, não foi preciso esperar ouvir o coraçãozinho do meu bebê, ou mesmo olhá-lo nos olhos. Ele já é para mim, a coisinha mais importante do mundo (com ou sem scarpins e companhia).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Novo Comercial O Boticário - A vida é bonita, mas pode ser linda

Razões para Acreditar - Comercial Coca-Cola 3 versões

Abra a felicidade: a vida é bonita, mas pode ser linda!

A vida é mesmo um mistério. Por mais que tentamos entendê-la, mais ela se configura um mistério. No último post, falei sobre o fundo do poço e sobre como esse pode ser um lugar de oportunidades. Oportunidades que nem imaginamos aonde vão nos levar. Porque o lance é mais ou menos esse mesmo: as coisas vão acontecendo, e só depois, bem depois, nos vemos capazes de encaixar as peças e entender os porquês, as reviravoltas, os tropeços, e mesmo as vitórias. Nos últimos dias assisti a dois comerciais que gostei muito, e devo acrescentar que há muito não via comerciais assim, que nos fazem pensar realmente. São o do Boticário e o da Coca-Cola, em homagem aos 125 anos da marca. Ambos mostram que é possível acreditar em um mundo melhor e que a auto-estima é peça-chave na felicidade. Digo isso poque quando nos sentimos bem conosco mesmos, isso irradia à nossa volta, esse sentimento de alegria, de satisfação, de bem-estar. Quanto melhores pudermos nos tornar, melhor será o ambiente no qual estamos inseridos. E se soubermos aproveitar aquelas oportunidades que o fundo do poço nos trouxe, melhor ainda. Estou dizendo isso tudo pois espero, do fundo do meu coração, que quando eu me encontrar com a minha futura eu, as pessoas tenham realmente construído mais pontes ao invés de muros ( e eu me incluo nessa) e o mundo possa ser realmente melhor, para que o meu bebezinho (que hoje ainda está protegido pelo meu útero) possa ter a chance de olhar ao seu redor e pensar: "what a wonderful world!".

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A visão do infinito

reflexo
re.fle.xo
1 Que se faz por meio da reflexão; refletido.
2 Bot Que se dobra sobre si mesmo.
3 Indireto.
4 Imitado, reproduzido.
5 V voz reflexa.
6 Fisiol Diz-se do ato, movimento ou secreção que se realiza
involuntariamente em conseqüência de excitação nervosa exterior.
7 Filos Que é caracterizado pela reflexão consciente e deliberada.
1 Efeito produzido pela luz refletida; revérbero.
2 Reflexão da luz, do calor, do som.
3 Raio de luz; clarão vago, amortecido.
4 Luz indireta.
5 Representação confusa
de um corpo; imagem refletida.
6 Reação, resposta.
7 Imitação; influência indireta; reprodução.
8 Fisiol Ato ou
movimento reflexo.
9 Psicol Reação natural, emocional ou orgânica,
provocada por excitação interna ou externa.

O fundo do poço sempre se caracterizou, para mim, como um lugar onde enxergamos o nosso próprio reflexo. Não tenho bem certeza de onde tirei essa idéia, mas me parece que é daquelas histórias de princesas que eu lia quando era criança. Aquelas histórias nas quais a princesa ficava olhando para seu reflexo nas águas profundas dos poços e imaginando como seria seu futuro ao lado do príncipe encantado.
Princesas à parte, essa idéia de “fundo do poço” nem sempre soa como algo bonito. Pode muitas vezes não ser prazerosa também. O curioso é que só agora me dei conta de que o que representa o fim da linha para alguém pode ser apenas uma curva no caminho de outrem. E essa constatação, além de extremamente desconcertante, é igualmente supreendente.
O fato é que, ao se chegar ao fundo do poço, é preciso ter coragem o suficiente para encarar o próprio reflexo. Aquele que esteve ali o tempo todo, o qual insistimos em ignorar a existência.
Admitir que uma caminhada chegou ao fim e que outra vez é preciso recomeçar não é uma tarefa fácil. Porque todo reflexo, segundo o sempre amigo Michaelis, é algo que se dobra sobre si mesmo, é a representação confusa de um corpo, uma reação, uma resposta. Uma resposta, diga-se de passagem, extremamente individual. Porque o rosto que se vê refletido no fundo do poço é o seu rosto, e não o do amigo que vive te dando conselhos. A representação confusa que se corporifica ali é a sua própria representação confusa, que permanecerá confusa até que você mesmo a transforme em algo claro, límpido; num raio de luz, ainda segundo o Michaelis.
Mas, uma vez abertos os olhos, e uma vez encarado o reflexo, há que se fazer alguma coisa. Qualquer coisa. Porquanto o fundo do poço, além de ser um lugar onde podemos nos enxergar tal qual somos – e acima de tudo, aceitarmo-nos tal qual somos – é também um local onde nos é permitido renascer. Começar de novo, dar início à um ato ou movimento reflexo que nos levará além. Simplesmente porque o fundo do poço, seja ele qual for, é o lugar onde todas as portas se abrem.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um mar de viagens com Cecília


Venho informar, com o maior prazer do mundo, que nesta semana apresentarei um trabalho sobre Cecília Meireles na faculdade. Será uma análise de alguns poemas dela retirados do livro Viagem. E fiquei tão feliz, porque terei a chance de analisar o meu poema preferido dessa poetisa tão especial, "Motivo":

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
-não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
-mais nada.

Um poema, que apesar de ter muito o que se falar sobre ele, para mim, dispensa comentários! Cecília é incomparável.

P.S.: Não consegui enviar meu projeto para conseguir a bolsa no segundo semestre devido à problemas 'técnicos'. Ficou para a próxima!

sábado, 24 de abril de 2010

É ele!


Finalmente terminei de elaborar meu plano de trabalho para conseguir uma bolsa na faculdade. Depois de muitas tentativas, muitas dúvidas e uma garrafa de vinho, estabeleci que realmente vou estudar a obra literária do Chico Buarque. Estorvo, Benjamim e Budapeste farão parte do meu cardápio literário até junho do ano que vem.

Estorvo para mim é o livro mais intrigante que já li do ponto de vista da narrativa. Despertou uma curiosidade sem tamanho. Minto. Foi o primeiro livro do Chico que li bem antes de pensar em iniciação científica, Leite Derramado [curiosamente, o primeiro livro dele que li foi o último que ele lançou..] que despertou a minha curiosidade. Desde a primeira palavra até o derradeiro ponto final, alguma coisa dentro de mim se transformou.

Sempre amei literatura. Sempre li muito, sempre fui toda literatura - até no nome, diga-se de passagem. Mas nunca eu havia lido um texto que despertasse em mim tamanho interesse. Mesmo depois que entrei para a faculdade, eu nunca havia realmente acordado para a literatura em seus aspectos técnicos. Bem, isso até surgir o Chico-escritor na minha vida. E junto com ele, vieram tantas coisas que foram se completando, até eu vir a ser uma pesquisadora da UFU (ainda não me vejo como tal, mas o bichinho da pesquisa realmente me picou).

Resumindo: o meu projeto tem nome, sobrenome e objetivo específico! E não pretendo parar por aí. Relendo um trechinho de Leite Derramado, tive uma ideia para desenvolver quem sabe no meu mestrado [que não preciso nem dizer, será sobre algum aspecto da obra do Chico].

Enfim, o meu marido que se cuide, porque aqui em casa, o Chico chegou para ficar!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ela vive! ♪


Casa no campo - Elis Regina

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais

Eu quero careiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal

Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!

Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos meus livros e nada mais!

Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!


Viva Elis neste 19 de março! :D

quarta-feira, 10 de março de 2010

Sobre novidades acadêmicas

A minha crise dos 21-quase-30 já está controlada. Controlada, não superada. Mas enfim...

Acho que este ano de 2010 vai ser bom. Estou começando um projeto na faculdade para estudar os romances do Chico Buarque que foram adaptados para o cinema. Um tema que eu particularmente acho um amor. Pretendo concorrer a uma bolsa e pretendo ganhar essa bolsa.

Tive pouco mais de uma semana de aula e já sinto como se já tivesse passado um mês. Tanta coisa! Esse semestre acho que vai ser o mais puxado (até agora).

Também tenho que fazer estágio de metodologia de ensino de literatura. Tô animada com isso. Adoro literatura e quero ver a quantas anda a sua situação na escola (já tenho uma noção que a situação não é muito animadora, mas desistir jamais!).

Só a título de informação, até agora tenho que ler em torno de dez livros para a disciplina de literatura brasileira três. Fora os três romances em inglês para a disciplina de inglês quatro. Ainda bem que eu gosto de ler! Imagine só se eu não gostasse. Sem contar que ainda tenho que ler os romances do Chico para o meu projeto (são quatro), senão nada feito. O único que eu li foi o Leite Derramado, mas esse não conta porque ainda não foi adaptado para cinema.

Bom, é isso. Vim só dar o ar da graça mesmo.

P.S.: Eu já disse aqui que sou completamente apaixonada por Crime e Castigo, do Dostoiévski? Eu precisava dizer isso em um lugar onde eu não parecesse louca. Me sinto bem melhor agora!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sobre o estresse de fazer aniversário (versão 2010)

Alguém mais está completando 21 anos hoje mas se sentindo com 30?

Não é possível que sou só eu.

P.S.: trilha sonora do dia: Cazuza - O tempo não para

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ah...a dor do amor!

Nunca me considerei uma pessoa muito normal. Existem algumas características da minha personalidade que nao se encaixam muito bem com o que é dito "comum". Por exemplo, a maioria das pessoas passa por momentos de indecisão e tristeza e se sentem perdidas durante algumas fases da vida, como a mudança da infância para a adolescência. Comigo não foi assim. Foi uma transição pacífica. Não tive crises de identidade. Mas em compensação, passei por todos os "sofrimentos" que os adolescentes passam. E devo acrescentar que sinto falta de alguns deles.

Quando eu era adolescente o mundo parecia que ia acabar a cada pedra que eu encontrava no caminho. Sofrer por amor então, era a dor mais terrível do mundo. Mas olhando para trás agora, é com alívio que percebo que eu vivi. Vivi de verdade, sofri de verdade e toda aquela "tristeza" contribuiu para fazer de mim a pessoa que eu sou hoje. E me considero uma pessoa bem tranquila e equilibrada!

De qualquer forma, acho que todo mundo devia sofrer por amor de vez em quando. Acho que é a dor que faz a gente enxergar o quanto o outro nos faz falta. Porque é aquela velha história: só se dá valor quando se perde!

P.S.: Eu não estou sofrendo por amor. A minha vida amorosa está estável há mais ou menos cinco anos! Portanto, é só uma reflexão aleatória sobre coisas que a gente pensa sem saber porquê. :)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sobre o quanto Ele me faz bem

Eu gosto de ler. Ler me faz bem. Especialmente quando é um livro bom.

Há alguns dias eu comecei ler Jesus, O Filho do Homem, de Khalil Gibran, mas parei porque ganhei A hospedeira, da Stephenie Meyer e eu me apaixonei completamente pela escrita dela e acabei esquecendo do Gibran. Maaas, como terminei A hospedeira (que por sinal é ótimo), resolvi retomar Jesus. E essa é uma frase bastante ambígua, já que resolvi literalmente retomar Jesus na minha vida como um todo.

Sempre fui crente. Sempre acreditei em Deus e sempre me senti filha de Deus. E quando pego um livro como Jesus, O Filho do Homem eu sinto isso muito mais latente. Eu nunca enxerguei Jesus como um ser distante de mim. E desde que eu me entendo por gente sou muito bem-resolvida com a minha religão. Mas não quero entrar nesses méritos, porque por mais que eu seja bem-resolvida, nunca gostei da ideia de empurrar a minha religião para outra pessoa.

Portanto, só quero deixar registrado que gosto muito de Jesus, O Filho do Homem. E além de gostar, eu recomendo.

TRECHINHOS:

"Somente árvores que tem frutos são sacudidas e apedrejadas em busca de alimento".

"Todas as minhas portas e janelas são atacadas pelo tempo, menos aquelas que Ele fez. Só elas se mantém fortes contra os elementos".

"Não acumuleis tesouros que se corrompam ou que os ladrões possam levar. Ajuntai, antes, um tesouro que nunca se corromperá ou será roubado, e cuja formosura mais cresce quanto mais olhos o contemplam. Pois onde estiver vosso tesouro, lá também estará vosso coração".

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Estranhas confissões. (Muito estranhas)

Sim. Depois de meeeses sumida, eu resolvi aparecer, completamente out of the blue. Mas tudo bem. Não vou pedir desculpas e nem dizer que isso não vai mais acontecer, porque isso realmente vai acontecer de novo. Mesmo assim, sem ressentimentos, ok?

Hoje acordei com uma vontade doida de escrever. Com saudade do tempo em que eu escrevia todos os dias e me sentia bem por isso. Hoje eu me dei conta de esse buraco que eu insistentemente sinto dentro de mim é devido à falta que o meu diário me faz. Eu sempre fui o tipo de garota que escrevia sobre o que estava sentindo, e até contos e crônicas eu cheguei a escrever. Mas parece que isso faz tanto tempo! Me sinto como uma pessoa de 40 anos, e nem parece que estou prestes a completar só 21. Sinto como se tivesse que tomar decisões importantes o tempo todo e me comportar como uma adulta de verdade, sem tempo de me distrair, de curtir a vida - sempre com responsabilidade, claro, mas também com um pouco de descompromisso.

Também acordei me sentindo estranha. Sem saber se hoje era dia de agir como menina ou como mulher. E me perguntando: por que não as duas coisas? Por que sempre tem que ser oito ou oitenta? Por que eu tenho que virar uma página na minha vida de forma tão brusca, como se fosse mesmo um livro que você terminou de ler e nunca mais vai abrir de novo?

Eu não quero ser esse tipo de pessoa. Não quero de um dia para outro me transformar em algo que eu não sou. Porque eu ainda não me sinto uma mulher, mas eu também não tenho mais quinze anos e não moro mais com a minha mãe.

Achei que eu já tivesse superado isso. Mas acho que ainda não. De qualquer forma não tenho outro remédio senão deixar isso tudo passar. Porque vai passar. Ah, se vai!

Raul Seixas - Gospel

Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que tanta honestidade no espaço se perdeu?
(...)
Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?

Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho caneta e não consigo escrever?
Por que que existem as canções e ninguém quer cantar?

Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
(...)
Por que que eu gasto tempo sempre, sempre a perguntar?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Marília, a vencedora

Bem, eu venci a batalha contra o livro chato, obviamente. Mas mesmo até a última página, ele continuou a ser chato. Imaginei que pudesse haver algum fato, alguma nuance que o tornaria no mínimo, bom. Mas eu estava enganada. Ele é ruim mesmo, do início ao fim. Pode ser que algumas pessoas gostem, já que é um livro muito recomendado no círculo literário atual. A autora é tida como sensível e profunda, e geralmente eu acho essas características brilhantes em um autor. Mas convenhamos, A doçura do mundo é muuuuiiito doce. Agüinha com açúcar mesmo!

Chega de livro chato. Sobre as minhas aulas, elas recomeçam segunda-feira, dia 24. Tô feliz. Já deu para curtir as férias. Agora já tô com vontade de escrever no meu caderno novo.

Só espero que seja um semestre ótimo, como foi o primeiro!

Beiijooo*

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Férias forçadas e livro chato

Entao...Muitas e muitas vezes eu me peguei pensando em vir aqui dar o ar da minha graça, mas eu pensava, pra quê? É mil vezes melhor ficar meses sem postar. De forma alguma eu me esqueci que tinha um blog. Óbvio que não, né? ¬¬

Mas entao. Eu tô muito brava por causa dessa nova gripe. Odeio meesmo! Tipo, eu até concordo que nao queria ter voltado às aulas semana passada como era previsto no calendário acadêmico da UFU. Mas tipo, eu tinha até me conformado em retornar na próxima segunda-feira, dia 17.
Maaas, qual nao foi a minha supresa quando acesso o site da UFU hoje de manhã e descubro que as aulas na universidade estão suspensas por tempo indeterminado. É o ó.

Quero muito voltar às aulas. Nao sei viver sem respirar livros, cadernos, canetinhas fofinhas, trabalhos. É muito chato ficar em casa olhando pro tempo. Chato meesmo.

E mais chato do que ficar em casa sem fazer praticamente nada, é ficar em casa lendo um livro chato.

Semana passada comprei um livro chamado A doçura do mundo. Achei o título uma graça, e adorei o trechinho que está na quarta capa. Pensei: vamos comprar. Comprei. Arrependimento? Imagina! Toneladas de caminhões gigantes de arrependimento. Mas enquanto eu nao ler até a última página nao me dou por vencida. O livro é chato? Eu sou mais chata ainda. Vamos ver quem aguenta quem até o fim.

Depois volto aqui para contar sobre a batalha final entre mim o livro chato.

See ya!

;)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sonhos, Creed e chocolate.

Tive um sonho estranho essa noite. Dormi mal pra caramba. Aliás, custei a dormir. Fiquei rolando na cama até sabe-se lá que horas e quando finalmente consigo dormir, tenho sonhos estranhos.

Não. Não vou contar o que sonhei. Nao quero contar. Mas garanto que foi uma coisa que eu nao queria jamais ter sonhado. Coisas de morte e muito macabras. Não que eu nunca tenha sonhado com gente morta e tals. Claro que já sonhei com isso. Mas essa noite foi estranho. Muito estranho.

Se tivesse ficado só naquela coisa de sonho, tudo bem. O pior é quando a sensação se prolonga por todo o dia. Isso é que me mata. Detesto passar o dia lembrando de sonhos. Por mais que a gente tente pensar em outra coisa, sempre vem uma coisinha que remete ao sonho. Uma joça!

Agora também decidi me entregar totalmente à estranha sensação. Resolvi desenterrar tudo. Lembranças, músicas, fotos, sentimentos. Não pedi pra sonhar com isso. Eu nao queria. Mas já que sonhei, nao vo ficar me segurando. A gente não segura sentimento.

Só pra constar, tô ouvindo Creed (With Arms Wide Open), comendo chocolate e não tô na TPM.

Alguém por favor, me interne.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Sobre o estresse de fazer aniversário

Não. É impressionante como eu sou uma pessoa diferente (para nao dizer estranha mesmo). Amanha é o meu aniversário. Na verdade é hoje, dia 4, mas como eu ainda nao dormi, entao para mim ainda são 3. Entao. Amanha é o meu aniversário e eu estou aqui em casa sozinha (meu marido tá viajando a trabalho) e acabei de limpar a casa agora. Detalhe para o horário: 01:02h.

Geralmente quando as pessoas fazem aniversário, elas gostam de se sentir especiais, passar o dia sem muitas obrigações e serem muito paparicadas. Eu, na minha santa estranheza, não sou uma excessão (o que por si só já é muito estranho). Mas mesmo assim, me tranformei em praticamente uma Isaura e fui limpar a casa quando cheguei da faculdade, mesmo depois de ter tido aula de manhã, à tarde e à noite. E só agora me dei conta de que não jantei (e isso é bom, porque emagrece) e nem tomei banho ( e isso é ruim porque tô fedida). Mas assim que eu terminar esse post completamente sem objetivo, tomarei um banho, cairei na cama, dormirei um sono de princesa e darei início ao meu dia do ócio, que é obviamente o dia do meu aniversário que é amanha, já que eu nao dormi.

Entretanto, esse dia do ócio não vai de taaanto ócio assim, porque levanterei às 05:45h, pegarei um bus às 7:30h, chegarei em Araguari às 08:30h, mas tenho que estar de volta à Uberlândia até no máximo 20:00h porque tenho um trabalho de Latim para entregar na quinta à tarde, mas não posso fazer na quinta de manhã, porque na quinta de manhã tenho aula.

Enfim, essa vida de adulto cansa.

Ai, como é estressante estar fazendo 20 anos! Mas em todo caso, parabéns para mim!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O sumiço explicado

Sumi. Desapareci totalmente. Mas tenho bons motivos. Ou melhor, motivos não tão bons.

Minha mãe está no hospital. Tadinha. Ela tá com a taxa de diabetes super alta (ela nem sabia que tinha diabetes). Sem contar que ela tem depressão, hipotereoidismo - é assim que escreve? - e ela tá muito doente. Por isso tô passando um tempo aqui em Araguari, ajudando a cuidar dela. Mas espero em breve estar em casa.

Semana que vem, dia 02, recomeçam as minhas aulas no curso de Letras. Tô super animada! Não vejo a hora de começar! Tava vendo aqui na comunidade de Letras da UFU no orkut, que as inscrições para o EMEL (Encontro Mineiro de Estudantes de Letras) já estão abertas. Pretendo ir! Mas nada definido ainda. Qualquer novidade, conto aqui!

Beijos mil.


P.S.: Semana que vem é o *meu* aniver! Ihuull..!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Amor, saudade e "ainda-bens"

Tô romântica hoje. Acho que é porque em duas semanas inteiras, eu só estive com meu marido no fim de semana. Horrível. Muita saudade. Daí comecei a lembrar do tempo em que a gente ficava longe de verdade, sem opção de estar junto.

Ai, ai.

Ainda bem que tudo passa. Ainda bem que agora moramos juntos em Uberlândia, e não mais eu em Araguari e ele em Recife. Ainda bem que agora não namoramos mais pela internet. Ainda bem que agora somos casados. Ainda bem que agora tenho ele sempre pertinho de mim (apesar de longe esses dias).

Ainda bem que tudo mudou. Para melhor.

Ainda bem tudo.

Hahaha... Sem comentários.


P.S.: Terminei de ler As Memórias do Livro. Um dos melhores livros que já li. Adorei. Em compensação, Madame Bovary me desapontou um pouco. Agora estou lendo O Processo, do Kafka. Comecei ontem, ainda li pouco, por isso não tenho muito o que dizer. Vamos ver o que acharei quando terminar.
P.P.S.: Falando em livros, vocês conhecem o Skoob? É muiiito legal para quem gosta de livros e de se organizar quanto às leituras. Recomendo!! Se gostarem, me adicionem lá!

Del faz 75!

Domingo de preguiça por aqui... Voltamos de Araguari, os pequenos e eu, para passarmos o final de semana com o papai. Os meninos sentem...